
O número de transplantes realizados com órgãos de doador morto no Estado do Ceará, no primeiro semestre deste ano, saltou de 72 para 117, em comparação com o mesmo período de 2008. O aumento - de 81,25% - foi o maior registrado no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Régia Barbosa de Almeida, os bons resultados alcançados pelo Estado se devem à mobilização dos agentes e ao trabalho que vem sendo feito com associações de pacientes, escolas, unidades de saúde e meios de comunicação locais no sentido de incentivar as doações.
Apesar do crescimento de transplantes no Ceará, a fila dos que aguardam um órgão continua grande, com 1.135 pessoas: 654 à espera de córnea, 10 de coração, 159 de fígado, 283 de rim e 29 de medula óssea.
O aperfeiçoamento dos processos de gestão das centrais estaduais influenciou o resultado, pois as listas têm sido atualizadas e os pacientes, recadastrados. O Brasil ainda apresenta um número pequeno de doadores por morte encefálica.
"Aumentar o número de doadores é o grande objetivo a ser perseguido para equacionar melhor as demandas por transplantes'', diz Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
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